A USP NÃO É PARA OS TRABALHADORES
A mídia, as elites e os governos estão colocando na cabeça de nossos jovens que estão terminando o ensino médio este ano, de que as universidades públicas não são a principal ou a melhor opção de ensino superior para eles.
Foi feito um trabalho massivo entre os poderes de dominação da necessidade de nossos jovens que estão terminando seu estudo fundamental e médio de que eles têm que prestar concursos para estudar nas ETECS e FATCS e assim deixar livre o vestibular da FUVEST para as elites.
Sei que prestar vestibular da FUVEST para alunos que estudaram em escolas publica e uma sacanagem, é quase impossível disputar uma das vagas com os colégios das elites onde os professores são bem remunerados e os colégios bem equipados com tudo do melhor para se dar uma boa aula, sem contar que o estudante destas instituições não tem outra preocupação a não ser estudar e no final do ano viajar para Disney, coisa que não acontece com nossos estudantes (apesar de que ir a Disney deve ser uma merda), as preocupações são outras. E mais urgentes.
Mas mesmo assim com iniciativas de vários cursinhos Pré Vestibular Popular espalhado por vários bairros e especialmente nas periferias as coisas estavam mudando e alguns de nossos manos já ousavam estudar em faculdades públicas. A elite, a mídia e os governos não gostaram nada disso e reagiram criando e enaltecendo vários cursos técnicos mostrando-se assim sua preocupação com nossos estudantes, foram criados então dois tipos de faculdades a dos ricos e a dos pobres, ou seja, quem se formar em cursos nas faculdades será o patrão dos que estudarem nas escolas técnicas (com raríssimas exceções). Não sou contra os cursos técnicos, pelo contrario ate incentivo os estudantes do cursinho a prestar seus vestibulares, mas se não tem vagas para todos os estudantes nas faculdades publicas, então que faculdades públicas são essas?
Por um ensino publico e de qualidade para todos os trabalhadores
"Não fui como os outros meninos, que entravam no circo por baixo do pano.Nasci dentro dele e levava uma vida que causava inveja aos outros garotos.Eu, do meu lado, tinha inveja deles. Eles tinham uma casa, tinham seus brinquedos comuns e poderiam ir diariamente á escola. Eu começava a frenquentar um colégio e o circo se transferia.Lá ficava eu sem escola "
Abelardo Pinto, o palhaço Piolim
A elite e a grande imprensa, além de incentivar a população de baixa renda a prestar cursos técnicos, estão pregando a ideia de que as universidades públicas devem cobrar mensalidades de seus alunos a fim de melhorar o "rankeamento" internacional. Veja, por exemplo, essa matéria do jornal "Falha" de São Paulo
ResponderExcluirhttp://www1.folha.uol.com.br/saber/847893-melhores-universidades-do-mundo-apostam-na-internacionalizacao.shtml
Leiam também os comentários postados por pessoas que se dizem bem informadas e cultas por ler jornalecos do porte de O Estado de São Paulo, "Falha" de São Paulo, Veja, O Globo e Época.
Cobrar mensalidade é uma forma de assegurar a exclusão da população da baixa renda ao ensino público de qualidade, e a perpetuação da casta social implantada no Brasil desde a sua colonização.
Se a privatização de serviços públicos fosse a solução:
1. o ensino e a pesquisa das universidades PARTICULARES brasileiras seriam internacionalmente reconhecidas, FATO NÃO OBSERVADO;
2. teríamos um transporte público de primeiro mundo: eficiente, seguro, limpo, e com preços condizentes;
3. as empresas de telefonia não seriam campeãs de reclamação junto ao PROCON;
4. não seríamos obrigados a conviver com empresas de rádio e televisão que utilizam a concessão pública para transmitir informações tendenciosas e baixarias. Se empresa pública é sinônimo de péssima qualidade, a BBC (empresa britância pública) não seria orgulho dos ingleses.