terça-feira, 2 de junho de 2009

Greve na USP

Em ato, trabalhadores da USP cobram negociações com reitoria
por Michelle Amaral da Silva última modificação 02/06/2009 15:12
Se optarem pela greve por tempo indeterminado, os professores se juntarão aos funcionários da universidade, parados desde 5 de maio
Brasil de fato
02/06/2009
Da redação
Professores, servidores e estudantes da Universidade de São Paulo (USP) e outras entidades realizaram, na manhã desta terça-feira (02), um ato público em frente à reitoria.
Na paralisação de hoje, os docentes da instituição reiteraram, durante a manifestação, a disposição para uma greve permanente, caso a direção não apresente novas propostas para a categoria. Entre as reivindicações da categoria estão reajuste de 10% nos salários, além de mais verbas para as universidades.
Se optarem pela greve por tempo indeterminado, os professores se juntarão aos funcionários da universidade. Paralisados desde o dia 5 de maio, os servidores reivindicam, entre outros itens, concessão de 17% de reposição parcial das perdas, incorporação de 200 reais nos salários, garantia de emprego a mais de cinco mil trabalhadores e a reintegração do sindicalista Claudionor Brandão, demitido em dezembro do ano passado.
Os trabalhadores pedem também a reabertura das negociações, suspensas desde o dia 25 de maio. Até o momento, houve apenas uma reunião entre o Fórum das Seis (conjunto de entidades representativas de professores, funcionários e estudantes das três universidades paulistas - USP, Unesp e Unicamp) e o Conselho de Reitores das Universidades de São Paulo (Cruesp). A proposta dos reitores, no entanto, oferecia apenas 6,5% de reajuste salarial e foi rejeitada.
Tentativas de intimidação
O ato foi também um repúdio à ação da Polícia Militar que, nesta segunda-feira (01), com forte aparato, ocupou todas as unidades da USP e desmontou os piquetes organizados pelos trabalhadores. De acordo com os manifestantes, os policiais chegaram a retirar e rasgar faixas dos prédios, em atitudes provocativas.
Além disso, os trabalhadores denunciaram tentativas de intimidação por parte da reitoria. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), alguns grevistas receberam telefonemas de diretores de unidades e chefias com ameaças de corte de salário e demissões.
Em nota, o Sintusp declara que, com este tipo de postura, "a reitoria demonstra a sua irresponsabilidade na ausência de diálogo com os diversos segmentos da universidade, que se colocam na defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade”.

W.Maia