O cursinho segue no seu objetivo que e colocar os jovens das periferias em uma universidade, não importa se a universidade e publica ou não, o importante e que eles estejam na facu e sem pagar mensalidades. Sabemos que uma facu pública não e impossível basta se dedicar muito aja visto que desde o começo do cursinho em 2007 já colocamos dois alunos na USP, não foi fácil mas não e impossível, sabemos que a USP não foi feita para filhos de trabalhadores pois ela e elitista, mas qual a facu que não e, se você não tem dinheiro para pagar as mensalidades todas são.
Mas no caso da USP e um antro de elitismo e só com muito esforço e dedicação não só dos professores mas também dos estudantes e que vamos mudar essa situação.
Mas no caso da Gislene ela esta de parabéns, pois ela entrou em umas das melhores facu de São Paulo e com bolsa integral e posso garantir para vocês que não foi nada fácil, nos que estamos acompanhando o dia a dia dela sabemos o quanto ela se dedicou nos estudos aos finais de semana no cursinho e fazendo os exercícios que eram propostos pelos professores lendo os livros indicados e estudando em casa, mas ao final valeu a pena.
Parabéns Lene nos professores estamos muito feliz por você.
O Projeto Ipês – Iniciativa Pró-Educação Solidária nasceu de um sonho de democratizar o acesso ao Ensino Superior Público de qualidade, levando a um bairro da periferia de São Paulo um cursinho popular mantido por trabalho voluntário.
sábado, 27 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
A greve na USP e a fala de Antonio Candido
A greve na USP e a fala de Antonio Candido
Correio da Cidadania
A presença de Antonio Candido no ato público de apoio à greve dos funcionários administrativos da Universidade de São Paulo deu ao movimento um novo significado: não se trata apenas de uma justa reivindicação salarial; trata-se do resgate de um sonho.
Antonio Candido é uma das mais brilhantes e legítimas expressões da geração de intelectuais que sonharam com a possibilidade de transformar o Brasil em uma verdadeira Nação. Isto não poderia ser feito sem um instrumento de reflexão, de debates, de diálogo democrático entre pensamentos opostos – enfim, sem um "ambiente" verdadeiramente universitário.
Que aquela geração de uspianos foi fiel ao sonho, atesta-o a sanha dos militares contra seus professores e alunos nos anos da ditadura; que o sonho ainda perturba os setores reacionários da sociedade, dão testemunho os comentários assustados que a respeito da fala de Antonio Candido têm saído na imprensa burguesa.
Esta fala teve o mérito de oferecer ao movimento grevista - e a todos, professores e alunos, inconformados com a situação atual da universidade - uma perspectiva mais ampla e gratificante do que a mera reivindicação corporativa. Sem mencionar diretamente o assunto, Antonio Candido colocou a reivindicação dos funcionários na visão maior do lugar da Universidade no país.
Salários adequados; carreiras universitárias; laboratórios; instalações; verbas para pesquisa. Tudo isto é necessário, mas não vale nada se não houver "clima universitário". E não há "clima universitário" sem independência política e financeira da Universidade.
O que está havendo na USP é a deterioração do "clima universitário" e o culpado é o sutil processo de privatização que seus atuais dirigentes impulsionam. Tal processo provocou a fissura, que se estabeleceu entre professores e departamentos financiados pelo capital privado para fazer pesquisas, de um lado, e professores sem recursos para fazê-las de outro.
A docilidade dos "financiados" às fontes de seus recursos responde pela alienação política da maioria do alunado, e o avanço da privatização reduz os recursos públicos para atender às legítimas reivindicações de professores, alunos e funcionários administrativos da instituição.
Não há como escapar dessa contradição nem como contorná-la sem trazê-la à tona e sem travar em torno dela uma disputa política aberta, porque ela só poderá ser resolvida com a vitória dos que consideram a existência de uma intelectualidade livre e independente, política e financeiramente, a primeira condição para a construção de um Estado-Nação.
A presença de um intelectual do porte de Antonio Candido no campus da USP deu o tom da disputa que precisa ser feita: a população de São Paulo quer uma universidade para formar operadores das grandes empresas capitalistas ou para servir ao povo brasileiro?
W.Maia
A presença de Antonio Candido no ato público de apoio à greve dos funcionários administrativos da Universidade de São Paulo deu ao movimento um novo significado: não se trata apenas de uma justa reivindicação salarial; trata-se do resgate de um sonho.
Antonio Candido é uma das mais brilhantes e legítimas expressões da geração de intelectuais que sonharam com a possibilidade de transformar o Brasil em uma verdadeira Nação. Isto não poderia ser feito sem um instrumento de reflexão, de debates, de diálogo democrático entre pensamentos opostos – enfim, sem um "ambiente" verdadeiramente universitário.
Que aquela geração de uspianos foi fiel ao sonho, atesta-o a sanha dos militares contra seus professores e alunos nos anos da ditadura; que o sonho ainda perturba os setores reacionários da sociedade, dão testemunho os comentários assustados que a respeito da fala de Antonio Candido têm saído na imprensa burguesa.
Esta fala teve o mérito de oferecer ao movimento grevista - e a todos, professores e alunos, inconformados com a situação atual da universidade - uma perspectiva mais ampla e gratificante do que a mera reivindicação corporativa. Sem mencionar diretamente o assunto, Antonio Candido colocou a reivindicação dos funcionários na visão maior do lugar da Universidade no país.
Salários adequados; carreiras universitárias; laboratórios; instalações; verbas para pesquisa. Tudo isto é necessário, mas não vale nada se não houver "clima universitário". E não há "clima universitário" sem independência política e financeira da Universidade.
O que está havendo na USP é a deterioração do "clima universitário" e o culpado é o sutil processo de privatização que seus atuais dirigentes impulsionam. Tal processo provocou a fissura, que se estabeleceu entre professores e departamentos financiados pelo capital privado para fazer pesquisas, de um lado, e professores sem recursos para fazê-las de outro.
A docilidade dos "financiados" às fontes de seus recursos responde pela alienação política da maioria do alunado, e o avanço da privatização reduz os recursos públicos para atender às legítimas reivindicações de professores, alunos e funcionários administrativos da instituição.
Não há como escapar dessa contradição nem como contorná-la sem trazê-la à tona e sem travar em torno dela uma disputa política aberta, porque ela só poderá ser resolvida com a vitória dos que consideram a existência de uma intelectualidade livre e independente, política e financeiramente, a primeira condição para a construção de um Estado-Nação.
A presença de um intelectual do porte de Antonio Candido no campus da USP deu o tom da disputa que precisa ser feita: a população de São Paulo quer uma universidade para formar operadores das grandes empresas capitalistas ou para servir ao povo brasileiro?
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