sábado, 23 de maio de 2009

Poema: Eu queria ser...

Eu queria ser...
Eu queria ser cada borboleta livre...
Cada flor do jardim...
Cada estrela do céu...
Cada brisa da noite...
Eu queria ser a lua que inspira a poesia...
A que alimenta a alma...
E a que da esperanças...
Eu queria ser o sol que trás luz...
Eu queria ser o tudo e o todo
Todo o universo...

Elivania Costa
Aluna do Cursinho

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Distribuição de um livro com conteúdo sexual e palavrões em escolas paulistas

Para CNTE, São Paulo não tem método para elaborar conteúdo
por cristiano última modificação 22/05/2009 09:55
Distribuição de um livro com conteúdo sexual e palavrões em escolas paulistas serviria como apoio ao ensino de alunos que estão na faixa etária de nove anos.
Brasil de Fato
20/05/09
Desirèe Luíse, da Radiagência NP
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo não tem um método para elaborar o seu conteúdo didático. A afirmação é do secretario geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Denílson Bento da Costa, sobre a distribuição de um livro com conteúdo sexual e palavrões em escolas paulistas. O material serviria como apoio ao ensino de alunos da terceira série, que estão na faixa etária de nove anos.
Desde a última semana, foram distribuídos mais de 1,2 mil exemplares do livro “Dez na Área, um na Banheira e Ninguém no Gol”, que faz parte do programa Ler e Escrever, uma das bandeiras do governo José Serra (PSDB) na educação. Bento da Costa comentou:
“Deve haver um diálogo, uma conversa, sobretudo com os professores sobre os livros didáticos ou os conteúdos que serão trabalhados com os alunos. O que acontece é que, infelizmente, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo não faz esse diálogo, não procura a informação.”
A gestão do governador Serra afirmou, nesta terça-feira (19), que houve falha na escolha do livro, e que já determinou o recolhimento da obra. Segundo declaração de Serra à imprensa, uma sindicância será aberta para apurar o fato.
Esse é o segundo caso, neste ano, de problemas no material enviado às escolas estaduais de São Paulo. Em março, alunos da sexta série receberam livros em que o Paraguai aparecia duas vezes no mapa.
W.Maia

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Agressão a estudantes tem desfecho autoritário

Agressão a estudantes tem desfecho autoritário

Escrito por Celso Lungaretti
19-Mai-2009

O Conselho de pais e professores da Escola Estadual Professor Antônio Firmino de Proença, na Mooca (zona leste de São Paulo), depredada na última quinta-feira por um grupo de alunos revoltados com as cenas de brutalidade e abuso de poder por eles presenciadas, decidiu pedir à Secretaria da Educação a imediata remoção do cargo do diretor.

Este, por incompetência e pusilanimidade, chamou a polícia para resolver um problema que um educador de verdade jamais delegaria a outrem (nem mesmo ao Juizado de Menores, que é quem deve ser acionado em tais ocorrências), daí decorrendo agressões chocantes a um estudante de 14 anos e a outro de 16, que provocaram a justa indignação dos colegas, dando origem a distúrbios cuja inteira responsabilidade foi do referido diretor poltrão e da polícia truculenta, "cuja punição exemplar acaba também de ser anunciada pelo governador José Serra" - esta seria a notícia publicada, caso estivéssemos numa verdadeira democracia.

O conselho de pais e professores da Escola Estadual Professor Antônio Firmino de Proença decidiu expulsar oito deles. Seis por terem iniciado o quebra-quebra e dois por terem sido o pivô de toda a confusão. Esta foi a notícia que saiu no jornal, igualzinha às do tempo da ditadura, que já não está mais no poder, mas continua entranhada na sociedade.

Em junho de 1968, quatro secundaristas fomos também transferidos compulsoriamente do colégio no qual estudávamos, o MMDC, na mesma Mooca. Havíamos parado a escola numa noite de sexta-feira, em protesto contra atitudes autoritárias da diretora e outras arbitrariedades.

A transferência compulsória, na verdade, é um subterfúgio para evitar a contestação de decisões frágeis. A expulsão impede a matrícula em outra instituição da rede estadual e só deixa ao punido o caminho de lutar por sua revogação, o que acabará conseguindo, comprovada a injustiça; no entanto, até lá terá perdido o ano letivo.

A transferência compulsória, se aceita, permite a matrícula imediata em outra escola estadual, mas impede o recurso à Secretaria da Educação. É pegar ou largar; os pais acabam sempre pegando.

Eremias Delizoicov e eu chegamos a defender nossa posição diante da Associação de Pais e Mestres: mesmo sendo um adolescente de 16 anos e outro de 17, mantivemos a calma e apresentamos argumentos sensatos, enquanto pais reacionários se alteravam por não conseguirem nos responder à altura. Um deles teve de ser contido para não nos agredir.

O professor que apoiou explicitamente nosso movimento, Mário Hato, não só foi desaconselhado a participar dessa reunião, como obrigado a deixar o MMDC logo depois. Iniciou carreira política pelo MDB, vindo a ser vereador, deputado estadual e federal (foi um dos constituintes de 1988).

Dos punidos, Maria Palácios é hoje uma das principais sociólogas baianas. Diego Perez Hellin leciona português na rede pública, depois de haver pegado em armas contra a ditadura e passado mais de dois anos preso. Como também participou da resistência e foi preso político este que vos escreve.

O Eremias foi assassinado com 35 tiros pela repressão, aos 18 anos de idade. Há um Centro de Documentação e uma rua com seu nome. É pouco.

Da diretora que todos os alunos repudiavam, ninguém mais ouviu falar.

Celso Lungaretti é jornalista e escritor, mantém os blogs http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/ e http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/

W.Maia